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  • Copa do Mundo - Rússia 2018.

    Por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.


    A Copa do Mundo da Rússia promete fortes emoções para os apaixonados pelo esporte criado pelos ingleses. Como de costume, a maior competição do futebol mundial reunirá grandes seleções e os principais craques da atualidade. À exceção da Itália e da Holanda, que não conseguiram se classificar para o torneio, as potências mais tradicionais do futebol terão a oportunidade de fazer uma campanha vitoriosa. Nesse contexto, considero como grandes favoritas ao título: a Alemanha, a França, o Brasil e a Argentina.


    Penso que os alemães têm amplas possibilidades de repetirem a façanha da Copa realizada no Brasil. Isso porque mantiveram uma boa base, contam com o mesmo técnico, Joachim Low, e fizeram um trabalho eficiente de renovação da equipe. Além disso, a confirmação da presença do excelente goleiro, Neuer, (que por pouco não ficava de fora, por causa de uma grave lesão), o talento e o entrosamento de Tony Kroos, Ozil e cia, podem levá-los à conquista da taça mais uma vez. O ponto fraco da Alemanha é a ausência de bons atacantes e a má fase de Thomas Müller. Marco Reus despontou como uma ótima promessa, mas a contusão que teve no joelho há quatro anos tirou a sua confiança.

    A França tem uma defesa sólida, possui um meio-campo consistente, que equilibra a força com a habilidade, e dispõe de um ataque veloz e habilidoso. O setor ofensivo francês, certamente, fará muitos estragos nas retaguardas adversárias. Afinal de contas, Griezmann e Mbappé são dois atacantes perigosos e terão Paul Pogba municiando-os. A preocupação dos torcedores da campeã de 1998 é que Didier Deschamps ainda não convenceu como um treinador à altura dos atletas que compõem o seu selecionado.

    Depois do vexame que protagonizou em 2014 e do início ruim nas eliminatórias, o Brasil se encontrou depois da chegada de Tite. Ao contrário da Copa passada, agora temos alguém com ideias mais modernas à frente dos nossos jogadores.

    Continuamos dependendo da genialidade de Neymar, mas em uma escala menor do que em 2014, graças ao surgimento de Gabriel Jesus e do amadurecimento de Philippe Coutinho. Marcelo é um craque com a bola nos pés, Alisson se firmou como um arqueiro seguro e Casemiro tem um senso de marcação fantástico. A dúvida é se o desempenho brilhante que o escrete canarinho teve na fase classificatória para o Mundial vai ocorrer quando enfrentarmos seleções mais qualificadas.

    A Argentina vive um momento delicado, tendo em vista que o seu bom goleiro, Romero, foi cortado às vésperas da convocação para a Copa. Para piorar, os “hermanos” têm um sistema defensivo fraco. Pode parecer paradoxal indicar uma seleção com esses problemas como uma das favoritas ao título. Não se lembrarmos de que Messi, um dos maiores gênios de todos os tempos, joga nessa equipe. Talvez essa seja a última oportunidade dele ser campeão do mundo pelo seu país. Esse detalhe importante pode motivá-lo ainda mais para alcançar esse sonho.

    A Espanha deve avançar até as fases decisivas da Copa, mas não acredito que será campeã. Até a última quarta-feira dia 13, eu a apontava como uma das favoritas, já que tem um goleiro extraordinário como De Gea, zagueiros competentes como Sérgio Ramos e Piqué e o craque Iniesta, mas a demissão inesperada do técnico, Julen Lopetegui, deve prejudicar sobremaneira a participação dos espanhóis no certame.
    Encerro a minha análise convidando-os para acompanharem esta coluna nas próximas quatro semanas. Até lá, amigos!
     



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