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  • UFC 199 - Luke Rockhold x Michael Bisping


    UFC 199:

    Por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.

    Luke Rockhold x Michael Bisping- Disputa do cinturão dos médios (até 83,9 Kg).


    Afirmei na semana passada que a lógica indicava uma vitória tranquila de Luke Rockhold sobre Michael Bisping. O prognóstico tinha fundamento na consciência da superioridade técnica e na boa fase do americano. Vale lembrar que até o sábado, dia 4 de junho, Rockhold ostentava o título de campeão dos médios. Como Luke é melhor do que o inglês em pé e no chão, eu acreditava que só um nocaute poderia dar a vitória a Bisping. O problema é que o atleta da Inglaterra não é conhecido por ter as mãos pesadas. Por essa razão, quem acompanha o MMA sabia que uma derrota de Rockhold era muito improvável. Ninguém contava, contudo, com o jeito relapso e altivo com que Luke se comportou no combate. Todo mundo sabe que o ex-campeão do Strikeforce e do UFC é um dos sujeitos mais arrogantes do mundo das artes marciais mistas. Ninguém pode negar, todavia, que ele costuma atuar de forma concentrada e determinada. Desta vez, o representante dos EUA demonstrou uma empáfia impressionante. Sua expressão facial e sua postura corporal durante a peleja evidenciavam um excesso de confiança acima do esperado. Imagino que, por ter finalizado o rival com facilidade há um ano e meio, Rockhold pensou que ganharia a hora que quisesse. Ledo engano! Luke teve pela frente um sujeito decidido a conquistar a maior vitória da sua vida e sua atitude presunçosa o motivou ainda mais.
    É importante destacar que Michael Bisping não se notabilizou por possuir um grande talento, mas ele sempre treinou muito. A dedicação, a seriedade e a concentração do britânico são dignas de admiração. Como se não bastassem essas virtudes, Bisping é muito resistente e tem um “coração de leão”. Por causa dessa vontade de vencer, ele melhorou bastante nos últimos anos.
    A disputa do cinturão começou com Bisping tomando a iniciativa das ações. Com uma ótima movimentação, o britânico batia e saía do alcance do ex-campeão. Rockhold, por sua vez, caminhava em linha reta para se aproximar do adversário, abusava dos “jabs” e permaneceu a maior parte do tempo com a guarda baixa. Luke acertou bons chutes e socos no rival, mas estes foram assimilados ou bloqueados. Em um momento de extrema felicidade, Bisping acertou um cruzado fortíssimo no queixo do americano e o derrubou. Ele até que se recuperou rapidamente, mas não conseguiu evitar a sequência que pôs fim ao duelo. Vitória espetacular! O inglês está no esporte há muitos anos e jamais desistiu do sonho de ser campeão do UFC. Sua conquista é mais do que merecida.


    Dominick Cruz x Uriah Faber – Disputa do cinturão dos galos (até 61,2 Kg)
    Dominick Cruz brilhou mais uma vez e superou Uriah Faber. Dessa maneira, Cruz manteve o título de campeão dos galos do UFC. Sua movimentação constante, inteligência, habilidade como “striker” e seu condicionamento físico são impressionantes. Essas qualidades o colocam na condição de um dos lutadores mais técnicos da atualidade.


    Dan Henderson e Hector Lombard protagonizaram uma batalha que certamente entrará para a história do MMA. No primeiro round, Lombard “atropelou” o veterano dos Estados Unidos. Por pouco, o cubano não encerrou a peleja com um nocaute. No segundo assalto, Henderson ressurgiu das cinzas para derrotar o oponente de forma arrasadora. Com o triunfo, “Hendo” deve anunciar a sua aposentadoria. O americano tem 45 anos e é o atleta mais velho em atividade no UFC.

    Seleção Brasileira.
    Uma pesquisa recente indicou que noventa e um por cento dos brasileiros não têm interesse pela seleção nacional de futebol. Acho que o fracasso retumbante na Copa do Mundo de 2014, o excesso de partidas sem importância, os escândalos de corrupção envolvendo os dirigentes da CBF e as fracas atuações do nosso selecionado são os principais motivos dessa indiferença.
    O desempenho do Brasil contra o Equador na Copa América confirmou o que já sabemos: o nosso time é muito mal dirigido. Dunga não tem competência para fazer um trabalho que reconstrua a imagem da seleção brasileira. O risco de passar apuros nas Eliminatórias continua.


    Até a próxima, amigos!
     



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