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  • Eliminatórias da Copa do Mundo

    por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.


    A participação da seleção brasileira nas eliminatórias para a próxima Copa do Mundo confirma o que todo mundo já sabia: o nosso futebol vive uma crise sem precedentes. Como a discussão sobre o declínio do referido esporte jogado no Brasil é muito ampla, vou restringir a minha análise ao nosso selecionado. Em momento oportuno, farei comentários sobre o baixo nível técnico dos times nacionais e dos nossos campeonatos.


    Voltando ao assunto original, é necessário destacar que os jogos disputados recentemente contra o Uruguai e o Paraguai acentuaram o temor de que o Brasil possa ficar de fora da Copa da Rússia em 2018. Constatamos com preocupação que os problemas apresentados nos últimos anos não foram resolvidos. A seleção brasileira continua com um setor defensivo extremamente vulnerável, permanece padecendo de falta de criatividade no meio de campo e o seu ataque não é tão eficiente como gostaríamos de ver. Dizer que dependemos da genialidade de Neymar já virou lugar comum. Por falar nele, é importante lembrar que o craque do Barcelona tem jogado em uma posição diferente daquela em que atua no time catalão. No “Barça”, ele costuma jogar pelo lado esquerdo do ataque, perto da área adversária. Na seleção, Neymar é um jogador de criação no meio de campo, ficando um pouco mais afastado da meta contrária. Além de não possuir esta característica, nesta faixa do campo ele tem menos espaço e tem de enfrentar uma marcação mais rigorosa. Esses são motivos determinantes para que ele não renda o que se espera, se irrite e tome cartões.


     Infelizmente, colocar Neymar para jogar fora da sua posição ideal não é o único erro cometido por Dunga. Além de não conseguir dar um padrão de jogo à equipe, o treinador faz convocações esdrúxulas, escala mal e quase sempre falha nas substituições. Se ele não for destituído do posto urgentemente, o risco de fracassar é muito alto. A expectativa geral é a de que a direção da CBF o demita e contrate Tite para o seu lugar. O atual técnico do Corinthians já demonstrou que tem grande capacidade e é muito respeitado pelos jogadores. É evidente que a troca do comandante do time não vai corrigir todos os problemas, mas certamente os seus efeitos serão mitigados. O trabalho do treinador à frente da equipe corintiana, no ano passado e no início dessa temporada, nos leva a crer que o desempenho da seleção poderá melhorar substancialmente com a sua designação para o cargo.

     



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