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  • UFC 197- Retorno de Jon Jones.


    30.04.2016 15h26m
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    Por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.
    O UFC 197 realizado no último sábado dia 23, em Las Vegas, EUA, apresentou a volta do norte-americano Jon Jones aos octógonos. Depois de um ano e três meses afastado do esporte, o ex-campeão meio-pesado enfrentou Ovince Saint Preux pela disputa do cinturão interino da referida categoria. Jones havia sido escalado inicialmente para encarar Daniel Cormier, mas ele se machucou nos treinos. Essa era e (continua sendo) uma das revanches mais aguardadas pelo público, já que Jones o derrotou em janeiro do ano passado.
    Vale ressaltar que Jones permanece invicto. Seu título de campeão só foi revogado por causa de problemas com a justiça do seu país, logo após se envolver em um acidente de trânsito. Na ocasião, Jon se evadiu do local sem prestar socorro à vítima. Além disso, a polícia encontrou maconha e bebida alcoólica no seu carro. Por conta dessa situação, a direção do UFC o puniu com uma longa suspensão e com a perda do cinturão.
    Cumprida a punição, a expectativa dos fãs de MMA era a de que Jones tivesse uma atuação brilhante e vencesse o seu desafiante sem maiores dificuldades. Isso porque ele é o melhor lutador de MMA da atualidade. Além disso, todos sabem que embora Saint Preux seja muito forte e tenha boas qualidades, é muito inferior a Jon Jones.
    Os prognósticos feitos em relação ao combate se concretizaram parcialmente. Como já era esperado Jon Jones venceu, mas teve o pior desempenho desde que começou a competir nas artes marciais mistas. O ex-campeão linear e atual campeão interino, lutou de forma burocrática e foi menos agressivo do que de costume. Mesmo assim, Jones foi superior ao seu oponente e ganhou por decisão unânime dos árbitros laterais. Acredito que “Bones” (como também é chamado) tenha sentido o longo período de inatividade. Além do mais, penso que ele deve ter se poupado, porque planejava lutar com Cormier no UFC 200, no dia 9 de julho. Na quarta-feira, a organização confirmou o combate para a data citada.
    Apesar de não ter tido uma performance tão exuberante, Jon Jones teve alguns momentos fantásticos, sobretudo, a partir do terceiro round. Mesmo quem conhece seu estilo, ficou impressionado com as quedas espetaculares que aplicou em Ovince Saint Preux, com os pisões nos joelhos e com as potentes cotoveladas que desferiu. Esses golpes, indubitavelmente, quebraram o rival física e psicologicamente. De qualquer forma, a sensação que restou é da que Jon Jones terá que repetir suas melhores atuações para tomar o cinturão linear das mãos de Daniel Cormier.



  • Semifinais da UEFA Champions League


    30.04.2016 15h21m
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    Futebol Internacional- Semifinais da UEFA Champions League.
    Manchester City 0 x 0 Real Madrid.
    Manchester City e Real Madrid fizeram a primeira das duas partidas válidas pelas semifinais da UEFA Champions League, em Londres, na última terça-feira. O jogo não correspondeu às expectativas. O primeiro tempo foi muito fraco e sem nenhuma emoção para os torcedores. A segunda etapa do foi um pouco melhor, sobretudo a partir dos 20 minutos, quando o time da capital espanhola criou três ótimas oportunidades de gols. O empate por zero a zero refletiu o que as duas equipes produziram.
     É importante destacar que a ausência de Cristiano Ronaldo tirou boa da confiança e do poderio ofensivo do Real. O atacante português está machucado e é dúvida para a peleja da volta em Madrid, na próxima semana. Sem ele, o time da Espanha fica mais previsível e o duelo com o clube inglês tende a ser mais equilibrado.
    Por outro lado, é notório que o Manchester City perdeu uma grande chance de vencer, já que atuava com o apoio da sua torcida. Creio que o representante da Inglaterra na competição deveria ter arriscado mais para conseguir a vitória. Esse resultado poderia deixá-lo mais tranquilo para o jogo da volta. Sérgio “Kun” Aguero, melhor jogador do City teve uma atuação muito apagada.
    No confronto do dia 04 de maio, a perspectiva é de que o Real Madrid aproveite a vantagem de jogar em casa e se classifique para a final da Liga dos Campeões da Europa.
    Atlético de Madrid 1 x 0 Bayern München.
    Na outra partida da Champions League, o Atlético de Madrid derrotou o Bayern de Munique por um a zero. O time treinado por Diego Simeone venceu, porque impôs o seu padrão de jogo a maior parte do tempo. O Atlético costuma sufocar os seus adversários com uma forte marcação. A exceção do goleiro, todos os jogadores participam dessa ação defensiva. Para completar, a equipe espanhola tem um contra-ataque bastante perigoso. Foi assim que Saúl Ñiguez fez o gol da vitória na etapa inicial. Aliás, é bom que se diga que o tento foi uma verdadeira obra-prima.
    No segundo tempo, o time espanhol armou um forte bloqueio na frente da sua defesa e não permitiu que o Bayern empatasse. Os alemães pressionaram bastante, mas não conseguiram vazar a meta defendida pelo goleiro Oblak. Com a vantagem mínima conquistada pelo Atlético de Madrid, acredito que será muito difícil que o Bayern não alcance o seu objetivo de chegar à final da competição. O clube alemão é melhor tecnicamente e costuma jogar muito bem quando se apresenta nos seus domínios.
    Até a próxima, amigos.



  • UFC Croácia- Vitória de Júnior “Cigano” dos Santos.


    16.04.2016 19h02m
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    Por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.

    Destaquei na semana passada que Júnior dos Santos precisava vencer Ben Rothwell para voltar a sonhar com a disputa do título dos pesos pesados do UFC. Afirmei que para conseguir o seu objetivo, Cigano teria de lutar de forma estratégica, golpeando e saindo do alcance das mãos pesadas do norte-americano. Disse ainda que ele deveria evitar o jogo de chão do oponente. Para a alegria da torcida, o nosso compatriota adotou essa tática e venceu de maneira incontestável. Cigano lutou com muita inteligência, aproveitando-se da sua maior velocidade e habilidade no boxe. O atleta de Santa Catarina apresentou grande evolução na movimentação lateral e um excelente condicionamento físico. Com isso, evitou ficar com as costas na grade e não se tornou um alvo fixo, como em lutas anteriores. Dos Santos também demonstrou que estava mais confiante do que na ocasião em que foi derrotado pelo holandês Alistair Overeem.
    Pode parecer um paradoxo, mas apesar do representante do Brasil ter lutado de forma tão eficiente, fiquei pessimista quanto ao seu futuro no UFC. Isso porque Cigano parece ignorar que luta MMA. O ex-campeão está convencido de que o seu poder de nocaute é suficiente para voltar a ser o número um entre os pesados. Ele já declarou isso diversas vezes. Todo mundo sabe, porém, que um atleta de excelência não pode se restringir a única modalidade. O esporte em questão progrediu muito nos últimos anos e vem exigindo cada vez mais que os seus praticantes sejam versáteis. É lógico que todos os lutadores têm maior desenvoltura em uma arte marcial específica e é natural que se sintam mais confortáveis nas suas especialidades. É fundamental, todavia, que não se sintam inseguros em relação às outras.
    Quando Júnior dos Santos foi passar uma temporada nos Estados Unidos para treinar wrestling, acreditei que ele estava disposto a enriquecer o seu jogo. Como ostenta a faixa-preta de jiu-jítsu, Cigano poderia usar a luta olímpica para submeter os rivais no solo. Agindo assim, também se tornaria menos previsível e poderia surpreendê-los. Lamentavelmente, o brasileiro parecer não ter mudado. Ele continua sem tentar derrubar os oponentes e quase não chuta. Forte do jeito que é e como domina a técnica do chute, Júnior poderia fazer isso com maior frequência. Não faz, porque parecer ter medo de ser derrubado. Cigano parece um peixe fora d’água quando é obrigado a ir para o chão. Penso que Júnior dos Santos continuará tendo êxito contra os rivais que aceitem enfrentá-lo na sua zona de conforto. O problema para o catarinense é que os dois melhores atletas da sua divisão não se arriscarão boxeando com ele. Cain Velásquez mostrou que sabe o que deve fazer para anular as suas virtudes. O atual campeão, Fabrício Werdum, já foi derrotado por Júnior dos Santos em 2008, mas como é muito inteligente, certamente, não cometerá os mesmos erros da primeira luta. Por esses motivos, considero que é improvável que Cigano tenha o sucesso de outrora e recupere o cinturão.
     



  • UFC 200

    por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.
    04.04.2016 19h14m
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    A direção do UFC divulgou na quarta-feira, dia 30, cinco confrontos que irão compor o “card” do evento mais importante da organização nos últimos anos. A mais surpreendente delas foi o anúncio da revanche de Conor McGregor contra o americano Nate Diaz. A grande maioria dos fãs de MMA esperava que José Aldo Jr finalmente tivesse a chance de encarar o falastrão irlandês mais uma vez pela disputa do cinturão dos penas. Afinal de contas, o brasileiro era o único campeão da divisão até dezembro de 2015 e esteve invicto por dez anos, quando foi nocauteado por Conor. Vale ressaltar que o duelo de McGregor contra Diaz só ocorreu porque Rafael dos Anjos se machucou e o UFC teve que arranjar um substituto às pressas. Para surpresa de Dana White, Nate Diaz finalizou Conor McGregor mesmo tendo apenas dez dias para se preparar para a contenda, já que estava de férias no México quando foi convidado. Outro detalhe importante é que o combate foi travado em categoria acima da que Conor e Nate estão ranqueados.


    A decisão do UFC de conceder uma revanche a McGregor em detrimento de Aldo desprestigia o mérito e arranha ainda mais a imagem da organização perante os aficionados por MMA.


    P.S: Como prêmio de consolação, José Aldo foi escalado para enfrentar Frankie Edgar. De acordo com o UFC, o vencedor dessa luta será o próximo desafiante de Conor McGregor na disputa do título do peso pena.


    Até a próxima semana, amigos!
     



  • Eliminatórias da Copa do Mundo

    por Alexandre Freire, advogado e cronista esportivo.
    04.04.2016 19h09m
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    A participação da seleção brasileira nas eliminatórias para a próxima Copa do Mundo confirma o que todo mundo já sabia: o nosso futebol vive uma crise sem precedentes. Como a discussão sobre o declínio do referido esporte jogado no Brasil é muito ampla, vou restringir a minha análise ao nosso selecionado. Em momento oportuno, farei comentários sobre o baixo nível técnico dos times nacionais e dos nossos campeonatos.


    Voltando ao assunto original, é necessário destacar que os jogos disputados recentemente contra o Uruguai e o Paraguai acentuaram o temor de que o Brasil possa ficar de fora da Copa da Rússia em 2018. Constatamos com preocupação que os problemas apresentados nos últimos anos não foram resolvidos. A seleção brasileira continua com um setor defensivo extremamente vulnerável, permanece padecendo de falta de criatividade no meio de campo e o seu ataque não é tão eficiente como gostaríamos de ver. Dizer que dependemos da genialidade de Neymar já virou lugar comum. Por falar nele, é importante lembrar que o craque do Barcelona tem jogado em uma posição diferente daquela em que atua no time catalão. No “Barça”, ele costuma jogar pelo lado esquerdo do ataque, perto da área adversária. Na seleção, Neymar é um jogador de criação no meio de campo, ficando um pouco mais afastado da meta contrária. Além de não possuir esta característica, nesta faixa do campo ele tem menos espaço e tem de enfrentar uma marcação mais rigorosa. Esses são motivos determinantes para que ele não renda o que se espera, se irrite e tome cartões.


     Infelizmente, colocar Neymar para jogar fora da sua posição ideal não é o único erro cometido por Dunga. Além de não conseguir dar um padrão de jogo à equipe, o treinador faz convocações esdrúxulas, escala mal e quase sempre falha nas substituições. Se ele não for destituído do posto urgentemente, o risco de fracassar é muito alto. A expectativa geral é a de que a direção da CBF o demita e contrate Tite para o seu lugar. O atual técnico do Corinthians já demonstrou que tem grande capacidade e é muito respeitado pelos jogadores. É evidente que a troca do comandante do time não vai corrigir todos os problemas, mas certamente os seus efeitos serão mitigados. O trabalho do treinador à frente da equipe corintiana, no ano passado e no início dessa temporada, nos leva a crer que o desempenho da seleção poderá melhorar substancialmente com a sua designação para o cargo.

     



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